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Limite MEI: qual é e o que fazer se você ultrapassar?

O Microempreendedor Individual (MEI) é um modelo de formalização voltado para pequenos empreendedores, oferecendo simplificação nas obrigações tributárias e permitindo o acesso a benefícios previdenciários. Apesar das facilidades, o MEI possui um teto de faturamento que deve ser respeitado para evitar problemas fiscais e legais.

Qual é o Limite do MEI?

Definição do Limite

Em 2023, o limite de receita bruta anual para um MEI é de R$ 81.000,00. Este valor é calculado de forma proporcional nos casos em que o CNPJ de MEI é aberto no decorrer do ano. Para simplificar, podemos calcular o limite mensal em torno de R$ 6.750,00.

Importância do Limite

O limite de faturamento define até onde o empreendedor pode atuar no regime simplificado, garantindo uma carga tributária reduzida e o acesso a benefícios específicos, como contribuição simplificada para o INSS e dispensa de contabilidade formal.

O que acontece se eu ultrapassar o Limite do MEI?

Consequências:

1. Desenquadramento para ME ou MEI Estendido

 – Até 20% acima do limite (R$ 81.000,00 a R$ 97.200,00):

 – O MEI será desenquadrado automaticamente no ano seguinte e passará para a categoria de Microempresa (ME).

– Os tributos serão ajustados, inclusive as obrigações acessórias e a possibilidade de optar pelo Simples Nacional.

2. Acima de 20% do Limite:

– Caso o faturamento ultrapasse o limite em mais de 20%, todo o excedente será considerado de responsabilidade do ME desde janeiro do ano do desenquadramento.

– Ajustes tributários devem ser feitos retroativamente, e diferenças de ISS e ICMS podem ser cobradas pelo fisco.

Implicações Legais

– Retroatividade de Impostos: As obrigações tributárias são calculadas retroativamente a partir do mês do desenquadramento, o que pode resultar em impostos adicionais.

– Necessidade de Ajustes na Receita Federal: É necessário realizar a regularização junto à Receita Federal do Brasil (RFB).

– Obrigação de Livros Contábeis: Como ME ou EPP, a manutenção de registros financeiros e contábeis se torna obrigatória.

O que fazer se eu ultrapassar o limite?

Ações Recomendadas:

1. Planejamento para o Desenquadramento:

– Realizar um planejamento financeiro para avaliar o impacto do desenquadramento no fluxo de caixa e nos tributos.

– Considerar o crescimento do negócio e preparar-se para o aumento das obrigações fiscais e contábeis.

2. Regularização Tributária:

– Contratar um contador para ajudar na transição para ME, garantindo a adequação ao novo regime tributário.

– Entrega de todas as declarações exigidas pelo governo, como a DEFIS (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais) e o DASN-Simei (Declaração Anual do Simples Nacional do MEI).

3. Revisão do Modelo de Negócio:

– Fazer uma análise minuciosa do negócio para identificar oportunidades de expansão e novos nichos de mercado.

– Considerar estratégias de diversificação e inovação que justifiquem a mudança de regime.

4. Consulta a Especialistas:

– Buscar consultoria financeira e jurídica para entender todas as implicações do desenquadramento e explorá-las ao máximo.

Conhecer e respeitar o limite do MEI é crucial para manter a situação regular perante o fisco. Em caso de excesso, a antecipação e o planejamento são essenciais para uma transição tranquila para modelos de negócios maiores, evitando surpresas no seu caminho do crescimento.

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